É impossível afirmar que uma tática é melhor que a outra. Tudo depende do grupo de jogadores com que você trabalha. O que existem são algumas formações táticas já consagradas como o 4-3-3 que atua o Barcelona desde os tempos de Frank Rijkaard, passando pela Era Guardiola, em que o time ganhou vários títulos. Temos o 4-2-3-1 que os alemães do Bayern Munique comandado por Jupp Heynckes e o Borussia Dortmund de Jurgen Klopp atuavam.
Para exemplificar as mudanças, cito Carlo Ancelotti que no Milan atuava num 4-3-1-2, com Gattuso, Pirlo e Seedorf atuando bem recuado praticamente como volante para dar maior liberdade a Kaká que era o 1 desse esquema e tinha a responsabilidade de criar as jogadas ofensivas para os atacante Inzaghi e Shevchenko. Já no Real Madrid, ele utiliza o 4-2-3-1 com Benzema de referência e com as fortes chegadas de Bale, Cristiano Ronaldo, Di María, Isco revezando o 3. Além dessas formações, o italiano chegou a utilizar a formação 4-1-4-1 com Modric de volante e o 4 sendo composto por Cristiano Ronaldo, Özil, Di María e Isco, numa formação bastante ofensiva.
Guardiola jogava com um 4-3-3 no Barça e agora no Bayern adotou uma formação 4-1-4-1 com Philipp Lahm atuando como volante com a ausência de Schweinsteiger, machucado. Com um elenco recheado de grandes jogadores ofensivos fica até difícil encontrar lugar para todo mundo. Thiago Alcântara, Götze, Kross, Müller, Ribéry, Robben, enfim. Certeza mesmo só o croata Mario Mandzukic no ataque, que muitos diziam que o técnico não jogaria com um homem de referência, como fez no Barcelona.
Cuca no Botafogo atuava com dois meias (Jorge Henrique que era um atacante recuado por marcar bem e Lúcio Flávio) e dois atacantes (Zé Roberto e o artilheiro dos gols bonitos Dodô). No Atlético-MG, foi campeão da Copa Libertadores com Ronaldinho partindo de trás e dois jogadores abertos nas pontas com Bernard, Guilherme, Luan e Tardelli se revezando nessa função e com Jô como homem de referência no ataque.
Esses são alguns exemplos que ilustram como um técnico pode mudar a forma de trabalhar de um clube para outro. Na verdade, quando encontra um elenco já montado, você que tem fazer uma adaptação à melhor forma de atuar de seus atletas e não eles que têm que jogar do jeito que você quer, porque nem sempre dará certo. Essa capacidade de se adaptar às mudanças e de inovar a partir do material que tem em mãos é que fazem de você um bom treinador.
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